Dessa forma, elas aprendem a resolver conflitos e desenvolvem sua capacidade de entender pontos de vista diferentes do seu e de se fazer entender. Por isso, é preciso conquistar a atenção das crianças – e jogos e brincadeiras podem ser grandes aliados para isso. Conheça agora algumas vantagens de incluir jogos e brincadeiras na aprendizagem infantil.
Durante a atividade, é possível que algumas crianças não demonstrem envolvimento com a proposta e outras podem ficar cansadas e não querer mais brincar, buscando parar a atividade antes da sua finalização. Nesse caso, respeite o sentimento da criança e permita que ela possa se afastar do grupo com o qual estava brincando. Solicite que observe a brincadeira dos colegas e verifique se tudo bem ela deixar o brinquedo com os colegas. Como a proposta é a brincadeira coletiva, não é interessante que a criança saia do grupo e vá brincar sozinha.
Ou seja, em geral somos mais parecidos uns com os outros do que diferentes. Uma das razões pelas quais essas ideias e suposições de gênero continuam a existir é, em parte, porque ainda há relatos regulares de diferenças cerebrais inatas entre homens e mulheres. Quando brinquedos específicos são vendidos para meninos, isso também pode estar mudando o cérebro para fortalecer as conexões envolvidas, por exemplo, no reconhecimento espacial.
Campos de Experiência na prática: como trabalhar “corpo, gestos e movimentos” na Educação Infantil
Desde cedo, tanto meninas quanto meninos mostraram ver a atratividade como “incompatível com inteligência e competência”, concluiu um estudo. Foi demonstrado que as mulheres subestimam suas habilidades quando questionadas sobre o quão bem se saíram em exercícios de matemática, enquanto os homens superestimam suas notas. As mulheres também vão se sair pior em um teste se forem informadas antes de que seu sexo normalmente vai mal.
Em outras palavras, parte do desenvolvimento infantil possui uma relação direta com as brincadeiras e com o hábito de brincar. Além disso, a importância do brincar na educação infantil auxilia também com que as crianças tenham uma maior percepção em relação as regras. Assim, elas conseguem entender o que podem fazer ou não, dando noções de limite para as mesmas.
A criança organiza suas emoções com os brinquedos
Sendo assim, os jogos fazem parte do universo do estudante e utilizá-los no processo de aprendizagem pode aproximar a criança dos estudos. Uma infância com brincadeiras é mais divertida e possui vantagens nos campos cognitivo, psicológico, social e afetivo. Junto a essa autonomia, vem também a construção da socialização dos pequenos. Os brinquedos ajudam muito nesse processo; afinal, é interessante e importante observar como elas se comportam com outras crianças na hora de dividir e emprestar seus objetos. A independência é uma característica que a criança vai desenvolvendo ao longo dos anos – e os brinquedos podem ajudar nesse sentido por contribuírem na interação com outros coleguinhas.
Brincadeiras de outras épocas
Isso é conhecido como viés de publicação — quando nenhum efeito é encontrado, eles simplesmente não são mencionados ou examinados. Sabemos, por exemplo, que indivíduos que cometem violência sexual tendem a ter uma alta “masculinidade hostil”, diz a psicóloga Megan Maas, da Michigan State University, nos Estados Unidos. Essas são as crenças de que os homens são naturalmente violentos, precisam ter satisfação sexual e que as mulheres são naturalmente submissas. “Então você ignora todas as vezes que os meninos estão sentados em silêncio lendo um livro ou todas as vezes que as meninas estão correndo pela casa gritando”, diz ela. Tirar as férias ou recreios de crianças em idade escolar como punição pode ser contraproducente.
Os brinquedos são atividades que proporcionam os desenvolvimentos psicológicos e culturais presentes na infância. Assim, eles podem ser vistos como objetos mediadores nos quais as crianças irão atribuir significados. Relacionar-se com o outro é mais uma capacidade vivenciada na brincadeira. Ao interagir com os amigos, irmãos brinquedos de bebe ou pais, a criança aprende a respeitar, ouvir e entender os outros e suas diferenças. Para isso, é essencial que ela possa brincar livremente, sem condições impostas por gênero. “O adulto que brincou bastante na infância é alguém aberto a mudanças, tem pensamentos mais divergentes e aceita a diferença com maior facilidade.
Uma vez que as crianças entendem a qual “tribo de gênero” pertencem, elas se tornam mais receptivas aos rótulos de gênero, explica Cordelia Fine, psicóloga da Universidade de Melbourne, na Austrália. É por isso que, a partir dos dois anos, as meninas tendem a buscar coisas cor de rosa, enquanto os meninos as evitam. Eu vivi isso na pele quando minha filha aos dois anos se recusou teimosamente a usar qualquer coisa que parecesse um pouco “de menino”, apesar das minhas tentativas inúteis de não definir claramente o gênero de suas roupas desde o início. Aos poucos, vários estudos foram contestando muitas dessas diferenças propostas e, ainda assim, nosso mundo continua teimosamente marcado por esse viés.
